Irrigação em cana intensamente debatida



[Pod Irrigar] - Irrigação em cana é apontada como uma das ações necessárias para a elevação da produtividade
O GIFC - Grupo de Irrigação e Fertirrigação em Cana realizou o 29º Encontro Técnico com o tema a “Agrometeorologia aplicada à cana-de-açúcar”. Os palestrantes discutiram a fisiologia, a agrometeorologia, o sensoriamento remoto e aplicados no planejamento da safra, à determinação de lâminas na escolha dos sistemas de irrigação e no dia a dia do manejo da irrigação e ainda a agrometeorologia como ferramenta de monitoramento e prevenção.



O Encontro teve a participação de Professores da UNESP. Alexandre Barcelos Dalri e Luiz Fabiano Palaretti vieram de Jaboticabal, enquanto que Paulo Alexandre Monteiro de Figueiredo, veio de Dracena para fazer a palestra sobre como a fisiologia da planta e o solo são afetados pelos elementos climáticos, com explicações detalhas e intenso debate visando desde a formação das raízes, crescimento das plantas, aspectos da bioquímica e definição da colheita para a alta produtividade.



Já Guilherme Dumit mostrou exemplos práticos do uso da agrometeorologia e sensoriamento remoto como ferramenta de monitoramento e prevenção de desempenho produtivo desenvolvidos pela sua empresa, a Sigma Geotecnologias.


A deficiência hídrica da cana-de- açúcar na região Centro-Sul analisando as safras 2014/15 e 2015/16 foi tema da apresentação de Bernardo Rudorff e Danilo Aguiar, Diretores da Agrosatélite Geotecnologia.
















Iniciamos nossa palestra “Manejo da irrigação: solo ou atmosfera e como fazer? revisando a evolução da produtividade média de cana no Centro-Sul que mostra comportamento semelhante das diferentes regiões somente quando a chuva é farta e bem distribuída, o que não tem sido frequente e assim, na maioria dos anos, regiões com predomínio de solo arenosos e de histórico déficit hídrico sofrem mais e para depois desenvolver uma visão bastante prática de como usar a água de forma eficiente na agricultura. A partir da premissa de que o setor não pode se manter com produtividade média de 81 toneladas por hectare e deve investir mais em irrigação, abordamos cada passo do processo de manejo da irrigação, desde a busca pelos dados de entrada para a estimativa do consumo de água pelas plantas, até a escolha da lâmina a ser aplicada em função da fisiologia da cultura, cobertura e armazenamento de água no solo no momento da irrigação.



Na parte final da nossa palestra mostramos que a UNESP associada à EMBRAPA e Universidade de Nebraska trabalha pesquisas para disponibilizar informações e coeficientes técnicos que podem dar suporte à irrigação eficiência no uso da água. Mostramos os resultados preliminares da identificação de coeficientes de cultura em função da evapotranspiração atual, que combinados com o uso da água na cultura resultam em um indicador chamado de produtividade da água, uma poderosa ferramenta de trabalho para identificar problemas de ordem agronômica e os de gestão da água e que tem sido objeto de parte das nossas pesquisas no Noroeste Paulista.





Para encerrar o dia de intensas discussões, aconteceu o tradicional debate Coordenado por Marco Antonio Vianna, quando houve a oportunidade de maior interação com os participantes e agregação do conhecimento compartilhado. Resumindo: foi mais uma ótima oportunidade de aprendizado!

Mais sobre a reunião do GIFC
O 29º Encontro Técnico do GIFC foi especial também porque marcou o encontro de diferentes gerações que já fizeram parte da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira. O projeto “Modelagem da Produtividade da Água em Bacias Hidrográficas com Mudanças de Uso da Terra”, financiado pela Fapesp (Processo 2.009/52.467-4) foi especial porque trouxe uma agregação de conhecimento e ampliação do trabalho de pesquisa e extensão e teve por objetivo introduzir estudos que combinam sensoriamento remoto e o conceito de rede de estações agrometeorológicas para estudos de evapotranspiração em escala regional, até então inexistente na região. Nesta conceito, ao rodar os modelos, as informações climáticas obtidas pelas estações entram com com mais um plano de informação obtido por interpolação, onde cada pixel teria um valor diferenciado, possível através da implantação da Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista, e seus dados e informações disponibilizados no Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira. Este projeto contou com a participação do Analista de Sistemas Jean Carlos Quaresma Mariano, hoje na Raizen e Alberto Mário Arroyo Avilez acaba de ser agregado à nossa Equipe para trabalhar com o consumo de água e irrigação em cana e desejamos à ele o mesmo sucesso obtido pelo Jean, cujos encontros são sempre reevstidos de alegria e troca de conhecimento.



Informação

Tecnologias alternativas

Pesquisa na UNESP em expansão

Negócios

Educação - Capacitação

Perda

Em citros, cana, ou qualquer outra cultura, a irrigação necessária, mas deve contar com projetos e manejo adequado

Determinar os coeficientes de cultura, a evapotranspiração de referência e da cultura e ainda a atual são fundamentais para o uso eficiente da água e cada vez mais a produtividade da água se consolida como importante ferramenta de gestão da agricultura e dos recursos hídricos. 

[Pod Irrigar] - Em citros, a irrigação também é necessária, mas deve contar com projetos e manejo adequado
A citricultura brasileira, grande parte dela concentrada no Estado de São Paulo, tem passado por grandes mudanças nos últimos 10-15 anos de modo a enfrentar os desafios impostos pelas doenças, pragas e mercado, sem que tenha perdido a sua importância sócio-econômica. Em 2016, o setor citrícola paulista com seus 430 mil hectares representou o terceiro item na pauta de exportações com US$ 1,8 milhões em receitas.
Em todos os seguimentos produtivos a busca pela produtividade crescente é imprescindível, especialmente porque desde sempre o que vendemos está sujeito à lei da oferta e procura de forma muito rígida, enquanto que os insumos tem certa flexibilidade e sobem mais que o que produzimos e assim, o aumento da produtividade representa a via realista para se manter no setor.
Em pouco mais de uma década se consolidou o uso da irrigação, e hoje a citricultura irrigada já representa cerca de 27% da área cultivada em São Paulo.
Mas a incorporação desta nova área irrigada não se deu de forma simples e também passou por mudanças. Inicialmente os sistemas de irrigação por canhão, os antigos autopropelidos, hoje substituídos pelo carretel enrolador eram acionados após as primeiras chuvas e davam a segurança hídrica até a colheita, mas não eram os indutores de floradas.
A entrada dos sistemas de irrigação localizada exigiu mais conhecimento técnico e a definição de qual momento iniciar a irrigação. Do ponto de vista de projeto, a definição da lâmina ideal deve ser analisada economicamente e atender a demanda ou o déficit hídrico. Esse é o ponto-chave e deve ser decidido à luz das informações agrometeorológicas e das demandas das diferentes variedades e o manejo da irrigação, o que inclui um adequado programa de fertirrigação se seguem necessários para o sucesso do investimento.
O movimento mais recente da irrigação em citros é representado pelos pivôs centrais e as premissas elencadas acima se mantem necessárias, ou seja, a definição da lâmina de projeto e do manejo da irrigação, para que se obtenha o máximo rendimento do investimento, mas com os registros de temperaturas máximas cada vez mais frequentes e o abordamento das flores, alguns Técnicos advogam que por imitar as chuvas e ter alta frequência de irrigação, este sistema teria o efeito de refrigerar temporariamente o ambiente e assim baixar a temperatura e mitigar o efeito de queda de flores. É fato a tendência de aumento da área irrigada na citricultura pelos resultados colhidos e a UNESP Ilha Solteira está atenta a este movimento iniciando estudos que envolvem a irrigação na cultura feita por diferentes sistemas. Em breve teremos novidades! Fiquem ligados nos nossos Canais de Comunicação!

Próxima palestra - Ribeirão Preto - 16 de fevereiro de 2017 - Manejo da irrigação em cana
Estaremos no 29º Encontro do GIFC - Grupo de Irrigação e Fertirrigação em Cana que acontecerá em Ribeirão Preto no dia 16 de fevereiro de 2017. O tema deste encontro que ocupará o dia inteiro será a "Agrometeorologia aplicada à cana-de-açúcar" e nossa participação versará sobre o "Manejo da irrigação: solo ou atmosfera e como fazer?", onde tentaremos passar um visão bastante prática de como usar a água de forma eficiente na agricultura. Abordaremos cada passo do processo de manejo da irrigação, desde a busca pelos dados de entrada para a estimativa do consumo de água pelas plantas, até a escolha da lâmina a ser aplicada em função da fisiologia da cultura, cobertura e armazenamento de água no solo no momento da irrigação. Começamos nossa apresentação as 14 horas, mas, antes, às 10 horas, nosso colega da UNESP Dracena, Prof. Dr. Paulo Alexandre Monteiro de Figueiredo, também estará presente e desenvolverá o tema "Agrometeorologia aplicada no planejamento da safra". É a UNESP contribuindo com a modernização do setor sucro-alcooleiro. Conheça em video um pouco mais das atividades do GIFC.

[Pod Irrigar] Interativo - Citricultura deve priorizar bons projetos e o manejo da irrigação
Nossas Orientadas Emanoele C. Amendola e Mariele Squizato fizeram um excelente trabalho de edição do [Pod Irrigar Interativo] - quando a partir da edição semanal do Podcast da Agricultura Irrigada é ilustrado com imagens e vira um vídeo - com a análise da importância da citricultura paulista e aspectos relevantes ligados aos projetos e manejo da irrigação na cultura. Outras edições do [Pod Irrigar] Interativo e outros vídeos podem ser acessadas Canal da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira no YouTube a partir de http://www.youtube.com/fernando092



Safra recorde e irrigação
Agricultores colhem safra de grãos nas principais regiões produtoras, segundo previsão da Conab, Brasil deve colher uma safra recorde de mais de 219 milhões de toneladas de grãos.

Enquanto isso, fábrica pronta em GO espera energia há mais de 1 ano para começar a operar. A mesma energia que faz falta atualmente para a expansão da nossa agricultura irrigada, que poderia brindar os brasileiros com os seus efeitos multiplicadores na sócio-economia. Irrigação? Sim, vamos colocar um pouco de Hidráulica em nossos ensinamentos. Rogério Souza, em video-aula sobre "Proteção de tubulações em PVC com o  uso de ventosas ou válvulas de ar". E no Nosso Campo, a aposta na irrigação para diminuir a dependência das condições climáticas, com os agricultores de São Paulo entre os que mais utilizam irrigação no Brasil.

Chuva e Barragem é coisa séria
O tema segurança de barragem nem sempre é tratado com a adequada importância. Antes com a seca,  a California sofre agora as consequências das chuvas intensas e nem sempre se consegue armazenar toda a água que escoa e o risco de transbordamento de represa força retirada em massa na região norte. A reserva da represa de Oroville com dique de 235 metros e à 75 km ao norte de Sacramento, a capital da Estado, se encontra muito cheia depois de várias semanas de fortes chuvas e cerca de 180 mil pessoas foram ordenadas a deixar suas casas ante o perigo de transbordamento. A represa de Oroville e liberando 2.830 metros cúbicos de água por segundo (veja as imagens) e para que o leitor tenha a ordem de grandeza, na maior crise hídrica que o Brasil presenciou, a Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira teve a vazão mínima de 1.074 metros cúbicos por segundo e ontem estava com vazão de 4512 metros cúbicos por segundo.

Enquanto isso, aqui em Campo Novo do Parecis (MT), o improvável acontece, e  é decretada situação de emergência após alagamento causado pela intensas e volumosas chuvas.

Produtividade
Você sabe quais são os principais ladrões do tempo? Tathiane Deândhela dá a dica sobre o que pode matar a sua produtividade e carreira.

Após 11 dias de estiagem a chuva volta em boa parte do Noroeste Paulista


Depois dos primeiros dias do mês de fevereiro de 2017,que está sendo caracterizados por temperaturas altas e pouca ocorrência de chuva, ontem (12) as estações localizadas no noroeste paulista registraram valores significativos de chuvas.




A tabela abaixo, disponibilizada através do Canal Clima da UNESP Ilha Solteira - Área de Hidráulica e Irrigação, mostra a somatória da chuva nestes 12 dias do mês na região, seguida pelo gráfico.





Os valores mais altos de chuvas acorridas ontem na região foram registradas nos municípios de Ilha Solteira sendo aproximadamente 60 mm, logo os municípios de Marianopolios, Itapura, Paranapua e Pereira Barreto registraram 40,4mm, 31,2mm, 24,1mm e 23,1mm respectivamente.

Acompanhe a Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira e fique atualizado sobre os principais assuntos relacionados à irrigação e ao clima da região Noroeste Paulista. 

SERVIÇO - Canais de Comunicação operados pela UNESP Ilha Solteira
- Informações sobre agricultura irrigada e agroclimatologia no noroeste paulista são publicadas regularmente: BLOG da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira
- Canal da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira
- Canal no YouTube
- Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira
- Pod IRRIGAR - O Pod Cast da Agricultura Irrigada
- Fan Page no FaceBook: https://www.facebook.com/ahiunespilhasolteira
- Informações também em (018) 3743-1959


AGENDA DE EVENTOS

- XVIII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto - 28 a 31 de maio de 2017 - Santos - SP
Tem como objetivo congregar a comunidade técnico-científica e o usuário empresarial das áreas de Sensoriamento Remoto, Geotecnologias e de suas aplicações para a apresentação de trabalhos e debates sobre as pesquisas, desenvolvimento tecnológico, ensino e a política científica realizados no país e no mundo nos últimos dois anos. Acompanhe também no Facebook.

IV Simpósio Brasileiro de Geomática - 24 a 26 de julho de 2017 - Presidente Prudente
Submissão de artigo completo: até 02/04/2017
Aceite: até 02/05/2017
Versão final: até 04/06/2017

- FIIB 2017 - Feira Internacional da Irrigação Brasil - 1 a 3 de agosto de 2017 - Campinas
Será o primeiro evento de irrigação em agricultura, paisagismo e campos esportivos.



- SEMINÁRIOS SEMANAIS DA ÁREA DE HIDRÁULICA E IRRIGAÇÃO
Foram realizados seminários pelos integrantes da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira, das 18 às 19 horas na Sala de Reuniões do LHI e aberto aos interessados em geral. Conheça a programação!

OUTROS EVENTOS
O sítio do The Consortium of Universities for the Advancement of Hydrologic Science, Incorporated (CUAHSI) apresenta uma agenda de eventos. Confira: http://www.cuahsi.org

Chuva em excesso exige cada vez procedimentos técnicos em várias áreas do conhecimento para minimizar prejuízos



[Pod Irrigar] - Chuva em excesso exige cada vez procedimentos técnicos em várias áreas do conhecimento para minimizar prejuízos
As chuvas em janeiro e neste primeiro dia de fevereiro tem dividido as atenções dos diferentes canais de comunicação ao lado da política e operações policiais relevantes. Mostram-se situações principalmente nas áreas áreas urbanas com as matérias versando sempre sobre situações de risco ou perdas, como por exemplo árvores caindo ou inundações e como como envolvem pessoas, o impacto junto à população é grande. 

Quando falamos de chuva devemos diferenciar como ela se apresenta e os seus efeitos. Volume e intensidade produzem impactos diferentes. Nem sempre chuvas intensas apresentam grandes volumes, mas quando a intensidade é alta, via de regra é associada à altas velocidades do vento, mudança de direção e esta combinação, tem um potencial de produzir grandes danos e por isso o monitoramento climático é fundamental para antecipar providências à eventos extremos cada vez mais frequentes.


Nas cidades, árvores, veículos, galerias pluviais e córregos canalizados transbordando e no campo, o que se passa?

Em edições anteriores do [Pod Irrigar] falamos da desuniformidade dos cultivos no Noroeste Paulista em função da irregularidade das chuvas e agora findado janeiro, a situação é completamente outra, com mais ou menos chuva, com média de 326 mm, as chuvas no mês de janeiro superam em 61% o esperado, de acordo com a Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira que opera a Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista, composta por estações agrometeorológicas automáticas padronizadas e que tem seus dados disponibilizados de forma livre e gratuita no Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira e que pode ser assim visualizado por todos os interessados. Em todos os municípios monitorados, choveu mais que o esperado.



Os municípios posicionados na barranca do rio Grande, como por exemplo, Paranapuã e Populina foram os recordistas em chuva. Em Populina, em janeiro choveu 508 milímetros, superando em 116% a média histórica de 235 mm, representando 42% de toda a chuva histórica esperada para o ano (1.210 mm) e ainda o maior volume de chuva da história das medições da UNESP para o mês de janeiro, que aconteceu em 2012, quando choveu 378 mm. Sud Mennucci (Estação Santa Adélia Pioneiros) registrou 71% a mais que o esperado, o mesmo acontecendo com Marinópolis, com 51% a mais que o esperado para o mês.

Chuva em 26 de janeiro de 2017 e amendoim germinando em Sud Mennucci. Fotos e videos cedidos por Carlos Missiaglia. 

Paranapuã também teve volume de chuva superior ao histórico, com 416 mm este mês, supera em 65% o esperado de 251 mm e ainda, o maior volume registrado de 363 mm ocorrido em janeiro de 2016. Mas com 107 mm em apenas um dia, a intensidade das chuvas neste dia chegou à 119 mm/hora e aí, no campo, o que se vê é erosão, queda de árvores, infra estrutura de moradia e armazenamento sofrendo as consequências.

Já o janeiro com a maior parte dos dias com chuva colocou muitos Produtores de Alimentos em estado de alerta e desilusão, pois o amendoim ainda no solo, começa a brotar, as sementes no interior das vagens da parte debaixo da soja começam também a germinar, dependendo da época em que foi plantado. Tudo isso representa prejuízo.

À direita, amendoim colhido em dezembro de 2015, e à esquerda, em 26 de janeiro de 2017.


Segurar São Pedro e as suas chuvas não é possível, mas é necessário construir estruturas de conservação do solo e da água para que possam minimizar o impacto dos altos volumes e intensidades, ao mesmo tempo em que, deve-se usar o conhecimento agrometeorológico e fitotécnico para desenvolver a resiliência às intempéries climáticas.


Volumes recordes
Em todos os municípios monitorados pela Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira o volume de cuva de 107 mm em apenas um dia foi superado em apenas algumas vezes. Em Paranapuã, apenas em 04 de março de 2011 choveu mais que o registrado no dia 25 de janeiro, chegando a 132 mm, o volume de chuva para um mesmo dia. Na vizinha Populina, 61 mm foi o maior volume de chuva para um único dia. Marinópolis registrou 123 mm em 7 de março de 2014, no mesmo dia em que Itapura registrou 110 mm. Pereira Barreto, em sua parte noroeste registrou 108 mm em 28 de dezembro de 2012 e 130 mm em 14 de abril de 2014 e ainda Sud Mennucci registrou 111 mm em 02 de novembro de 2015.

Ilha Solteira tem o recorde de maior volume de chuvas para um único dia com 132 mm em 12 de janeiro de 2013, quando foram registrados muitos prejuízos.

Video - vento e chuva

video

Mais sobre as chuvas e seca
"Águas de janeiro" é tema do Editorial da Folha de São Paulo. E em fevereiro como serão as chuvas em todo o Brasil? Em fevereiro, segundo Celso Oliveira, a chuva vai enfraquecer na região Sul e no estado de São Paulo e ganhar força nas áreas mais secas do Nordeste, norte de Minas e Espírito Santo. Será?

Chuva de um lado, falta dela de outro e assim, a crise hídrica no DF exige sistemas eficientes e manejo correto de irrigação contribuem para o uso racional da água que podem e devem contribuir com o enfrentamento da crise e o produtor rural deve optar por sistemas de irrigação mais eficientes. Confira como colocar a irrigação na hora e na medida certa.

Agronegócio - Exportações no agronegócio paulista cresceram 12,8% em 2016, aponta IEA
No ano de 2016, o agronegócio no Estado de São Paulo registrou um superávit de US$ 13,40 bilhões, representando um aumento de 23,4% em relação ao resultado da Balança Comercial de 2015, quando houve um superávit de R$ US$ 10,86 bilhões, informou a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do seu Instituto de Economia Agrícola (IEA).
No ano passado, as exportações do agronegócio paulista tiveram um crescimento de 12,8%, atingindo US$ 17,92 bilhões, enquanto as importações setoriais caíram 10%, somando US$ 4,52 bilhões. Em 2015, as exportações e importações setoriais chegaram a US$ 15,88 bilhões e US$ 5,02 bilhões, respectivamente.
Os grupos de produtos agropecuários que tiveram maior destaque, representando 80,7% das vendas externas do segmento, foram: o complexo sucroalcooleiro (US$ 7,78 bilhões, com as exportações de álcool representando 11,0% desse total); carnes (US$ 2,01 bilhões, em que a carne bovina respondeu por 79,4%); sucos (US$ 1,81 bilhão, dos quais 98,1% referentes a suco de laranja); produtos florestais (US$ 1,52 bilhão); e complexo soja (US$ 1,34 bilhão). Apesar da classificação de grupos se manter a mesma do ano anterior, eles passaram a ser 3,6% mais representativos no total do comércio externo do agronegócio paulista  do que em 2015.
No cenário brasileiro, o agronegócio registrou um superávit de US$ 71,30 bilhões, com exportação de US$ 84,93 bilhões e importações de US$ 13,63 bilhões. O resultado foi 5,1% inferior ao do ano passado, quando o saldo da Balança Comercial foi de US$ 75,15 bilhões.
“O comércio exterior brasileiro só não foi deficitário devido ao desempenho do agronegócio, uma vez que os demais setores, com exportações de US$ 100,31 bilhões e importações de US$ 123,92 bilhões, produziram no período um déficit de US$ 23,61 bilhões”, afirmou o pesquisador da Secretaria, que atua no IEA, José Roberto Vicente.
Dentre os produtos do agronegócio brasileiro, os que tiveram maior representatividade foram: o complexo soja (US$ 25,42 bilhões); as carnes (US$ 14,21 bilhões); o complexo sucroalcooleiro (US$ 11,34 bilhões); os produtos florestais (US$ 10,24 bilhões); e o café (US$ 5,47 bilhões). Equivalendo a 78,5% das vendas externas do agronegócio nacional. Em 2015, esses mesmos grupos de produtos representavam 76,7% do total dos produtos exportados pelo setor.
Conheça o resultado completo da Balança Comercial de 2016 feito por José Roberto Vicente.

UNESP no Comitê da Bacia Hidrográfica e em destaque
Atuante desde da fundação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São José dos Dourados, quando ajudamos neste processo, a UNESP Ilha Solteira se manteve todo este tempo com assento como um dos treze representantes da Sociedade Civil, ficamos felizes com a eleição do Professor Dr. Jefferson Nascimento de Oliveira como Vice-Presidente do Comitê. Bom trabalho a todos!

O colega Jorge de Lucas Junior da UNESP Jaboticabal é homenageado pelo CNPq como reconhecimento pela sua contribuição para as Ciências Agrárias. Parabéns Jorge!

Já o exemplo de sustentabilidade no campo, com tecnologia utilizada de baixo custo patenteada, vem da UNESP Botucatu através do colega Rodrigo Sánchez Román que também recebe os nossos parabéns e reconhecimento.

Inovagri Meeting 2017
Vai perder mais esta oportunidade em se capacitar e se encontrar com os maiores especialistas em agricultura irrigada?


Chuva em janeiro é acima do esperado no Noroeste Paulista

As chuvas no mês de janeiro já superam em 29% em média o esperado em todo o Noroeste Paulista de acordo com a Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira que opera a Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista, composta por estações agrometeorológicas automáticas padronizadas e que tem seus dados disponibilizados de forma livre e gratuita no Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira. Em média na região Noroeste Paulista já choveu 261 mm, quando era esperado para o mês de janeiro 203 mm.


Os municípios posicionados na barranca do rio Grande, como por exemplo, Paranapuã e Populina são os recordistas em chuva. Em Populina em janeiro já choveu 444 milimetros superando em 89% a média histórica de 235 mm e ainda o maior volume de chuva da história das medições da UNESP para o mês de janeiro que aconteceu em 2012, quando choveu 378 mm.

Paranapuã também tem volumes de chuva superior ao histórico, com 398 mm este mês, supera em 58% o esperado de 251 mm e ainda o maior volume registrado de 363 mm ocorrido em janeiro de 2016.

Pod Irrigar - Pesquisa tema de Doutorado comprova o elevado uso da água por plantas invasoras em bacia hidrográficas degradadas



Pod Irrigar - Pesquisa tema de Doutorado comprova o elevado uso da água por plantas invasoras em bacia hidrográficas degradadas

Em 2010 a Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira iniciou com financiamento da FAPESP uma nova etapa nas pesquisas através do projeto “Modelagem da Produtividade da Água em Bacias Hidrográficas com Mudanças de Uso da Terra”, que teve por objetivo introduzir estudos que combinam sensoriamento remoto e o conceito de rede de estações agrometeorológicas para estudos de evapotranspiração e uso da água em escala regional, até então inexistente na região. Implantamos a Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista, com estações agrometeorológicas automáticas padronizadas e seus dados disponibilizados de forma livre e gratuita no Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira, democratizam o conhecimento e a informação ligada ao clima no Noroeste Paulista. e foram 194 mil as visualizações de páginas  em 2016 provando ser possível combinar pesquisa e extensão em nossas atividades na Universidade.

Na pesquisa, utilizamos o modelo SAFER de autoria do Pesquisador da EMBRAPA Antonio Heriberto Teixeira, nosso parceiro, que participando de vários eventos e publicações de artigos científicos resultaram na publicação de dois capítulos de livros e a Circular Técnica EMBRAPA 99 popularizando o modelo, mas sempre aplicando-o à questões ligadas à produção agrícola.

Livro “Remote Sensing of Energy Fluxes and Soil Moisture Content”, tendo o Dr. George P. Petropoulos como Editor deste livro que traz em seus capítulos as mais atuais técnicas de estimativa de evapotranspiração e água no solo baseado em sensoriamento remoto e uso combinado de estações meteorológicasO Capitulo 6 da Seção II tem o título de "A Comparative Study of Techniques for Modeling the Spacetemporal Distribuition of Heat and Moisture Fluxes at Different Agroecosystems in Brazil" e o trabalho uniu diferentes instituições por meio dos Pesquisadores Antonio Heriberto de Castro Teixeira da EMBRAPA, Fernando Braz Tangerino Hernandez da UNESP, Helio Lopes da UNIVASF (in memorian), Morris Scherer-Warren da ANA e Luis Henrique Bassoi. Este capitulo trata da estimativa da evapotranspiração em escala regional utilizando o modelo SAFER, que foi aplicado às áreas irrigadas do noroeste paulista e outras regiões.

Este trabalho inicialmente financiado pela FAPESP teve continuidade com o projeto Geobacias, agora financiado pelo CNPq e uma das aplicações foi no estudo do consumo da água em bacias degradadas, como é o caso do córrego Cabeceira Comprida, localizada em Santa Fé do Sul - SP, que se apresenta com talvegues assoreados, ausência de matas ciliares e nascentes desprotegidas levando à incapacidade de gerar e armazenar água para atender a demanda atual (população, agricultura e saneamento) em períodos de seca, agravando-se em secas prolongadas, como as de 2004, 2013 e 2014 exacerbando o problema do abastecimento de água à população e que Daniel Coaguila utilizou para sua Tese de Doutorado, com o foco principalmente em espécies invasoras, com a predominância da Typha sp. popularmente conhecida como Tabôa, que cumpre sua função hidrológica, mas sem nenhum benefício sócio-econômico.


Combinamos imagens Landsat e informações das estações agrometeorológicas entre os anos de  2000 e 2015 no modelo SAFER para estimar a evapotranspiração atual dos diferentes usos do solo na bacia hidrográfica e destacamos que a evapotranspiração das espécies invasoras - resultado do assoreamento do córrego - em média correspondem ao consumo da água de 25% da população de Santa Fé do Sul, o que traz consequências na época seca quando o recurso hídrico é mais escasso, exigindo ações imediatas para a produção e armazenamento de água na bacia, cujas características morfométricas naturais associadas à precipitação anual média de 1.271 mm levaria à uma condição em que a disponibilidade de água não deveria ser um problema, mas o é, pelo fato de que a bacia se encontra degradada com apenas 4,5% de mata remanescente e os serviços ecossistêmicos fornecidos pela vegetação natural são mínimos e insuficientes para atender a demanda de água por parte dos usuários.


Evapotranspiração atual (ETa) da bacia hidrográfica do córrego Cabeceira Comprida, Santa Fé do Sul - SP, durante o ano 2015. Média ± Desvio Padrão.

 Evapotranspiração atual (ETa) da bacia hidrográfica do córrego Cabeceira Comprida durante o ano 2015. Barras representando as médias e o desvio padrão. (x ̅ - média anual)

Evapotranspiração atual (ETa) dos usos e ocupação do solo, (A) Espécies invasoras - EI, (B) Mata Remanescente - MR, (C) Pastagem - Pa, (D) Cultura Anual - CA e (E) Cultura Perene - CP, na bacia hidrográfica do córrego Cabeceira Comprida durante o ano 2015. Barras representando as médias e o desvio padrão.

Assim, é necessária a adoção de medidas de mitigação, incluindo intervenção e implementação ações como por exemplo, o pagamento por serviços ambientais, sendo uma medida urgente a preservação ou recomposição da mata ciliar.

Esse foi o tema que desenvolvemos na edição de 26 de janeiro de 2017 no Pod Irrigar - o Pod Cast da Agricultura Irrigada. Ouça também os anteriores.

Mais informações
Quando? 27 de janeiro de 2017, as 14 horas, no Anfiteatro do DEFERS - UNESP Ilha Solteira - Campus II - Acesso livre a todos os interessados no assunto
Candidato: DANIEL NOE COAGUILA NUÑEZ, Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Agronomia
Banca Examinadora: 
1. PESQUISADOR Dr. ANTÔNIO HERIBERTO DE CASTRO TEIXEIRA - Coorientador
Embrapa Monitoramento por Satélites / EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUARIA
2. Prof. Dr. RICARDO ANTONIO F RODRIGUES
Departamento de Fitossanidade, Engenharia Rural e Solos / Faculdade de Engenharia de Ilha
Solteira
3. Profa. Dr. LUCIOLA SANTOS LANNES
Departamento de Biologia e Zootecnia / Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira
4. Prof. Dr. MARCOS VINICIUS FOLEGATTI
Departamento de Engenharia de Biossistemas / Universidade de São Paulo - USP
5. Prof. Dr. LÁZARO NONATO VASCONCELLOS DE ANDRADE
Departamento de Ciências Exatas e da Terra / Universidade Estadual da Bahia

Evapotranspiração atual (ETa) dos usos e ocupação do solo: Espécies invasoras - EI, Mata Remanescente - MR, Pastagem - Pa, Cultura Anual - CA e Cultura Perene - CP na bacia hidrográfica do córrego Cabeceira Comprida no período de 2000 - 2011 e 2013 - 2015.

Chuvas significativas para a agropecuária atingem o Noroeste Paulista

Estamos na última semana do mês de Janeiro que vai se encerrando com chuvas significativas para a agropecuária. Nesta Quarta feira, 25, choveu praticamente em toda a região Noroeste Paulista. A Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista registrou precipitações acima de 10 mm nas estações Ilha Solteira, Santa Adélia, Santa Adélia Pioneiros, Marinópolis, Paranapuã e Populina, segundo dados do Canal Clima da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira.

Fonte: Canal Clima

O destaque fica para Populina onde choveu 106,7 mm. Em Três Lagoas - MS, do outro lado do Rio Paraná  a chuva causou estragos na região das lagoas, como segue na imagem:

Créditos: Renato Barela
Em Sud Mennucci as nuvens que seguem na próxima imagem fizeram cair 27,4 mm na Estação Santa Adélia Pioneiros.

Fonte: Imagem enviada pelo Whats App por Carlos Missiaglia.

Em suma as chuvas que ocorreram em Janeiro possibilitaram o desenvolvimento das culturas da soja e do milho para os produtores que plantam em áreas de sequeiro e que acertaram as data de plantio. Para os irrigantes que realizam o manejo da irrigação corretamente, essas chuvas possibilitaram uma economia de energia elétrica, pois se aumentou o estoque de água no solo o que facilita esticar no limite o armazenamento de água no solo para fugir da demanda de energia elétrica do mês. 

Confira na tabela o somatório das chuvas no Noroeste Paulista no período de 01/01/2017 a 25/01/2017:
Fonte: Canal Clima
SERVIÇO - Canais de Comunicação operados pela UNESP Ilha Solteira
- Informações sobre agricultura irrigada e agroclimatologia no noroeste paulista são publicadas regularmente: BLOG da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira
- Informações também em (018) 3743-1959 

Defesa de Tese do Doutorando em Agronomia (Sistemas de Produção), Daniel Noe Coaguila Nuñez

No dia 27 de janeiro de 2017 às 14:00 horas, acontecerá a Defesa de Tese do aluno da Pós-Graduação em Agronomia (Sistemas de Produção), Daniel Noe Coaguila Nuñez, sob a orientação do Prof. Dr. Fernando Braz Tangerino Hernandez e do Pesquisador Dr. Antônio Heriberto de Castro Teixeira. Tese intitulada "Evapotranspiração em bacia hidrográfica degradada - o caso do córrego Cabeceira Comprida em Santa Fé do Sul, SP".

A Banca Examinadora da Defesa de Tese será conformada por:
          Pesquisador
          Grupo de Pesquisas e Inovações Geoespaciais
          Embrapa Monitoramento por Satélite
          Professor Adjunto
          Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira
          Departamento de Fitossanidade, Engenharia Rural e Solos
          UNESP
          Professor Assistente Doutor
          Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira
          Departamento de Fitossanidade, Engenharia Rural e Solos
          UNESP
          Professor Titular
          Departamento de Engenharia de Biossistemas
          Área de Hidráulica
          ESALQ - USP
          Professor Titular
          Departamento de Ciências Exatas e da Terra - DCET I
          Universidade do Estado da Bahia - UNEB

Disponibilizamos o resumo do trabalho:

"Em um cenário de mudança climática e de uso e ocupação do solo, a bacia do córrego Cabeceira Comprida, localizada em Santa Fé do Sul - SP, se apresenta como degradada com talvegues assoreados, ausência de matas ciliares e nascentes desprotegidas levando à incapacidade de gerar e armazenar água para atender a demanda atual (população, agricultura e saneamento) em períodos de seca, agravando-se em secas prolongadas, como as de 2004, 2013 e 2014 exacerbando o problema do abastecimento de água à população. Sendo assim necessário avaliar o comportamento da água acima do solo na bacia com o uso combinado de imagens Landsat 5 (TM) e Landsat-8 (OLI e TIRS) no período de 2000 - 2011 e 2013 - 2015 e informações provenientes de estações agrometeorológicas em solo. Para tanto, utilizou-se modelo Simple Algorithm for Evapotranspiration Retrieving (SAFER) para estimativa da evapotranspiração atual, resultando em média da bacia no período avaliado de 0,70 mm dia-1, 0,85 mm dia-1 das espécies invasoras (EI), 1,20 mm dia-1 da mata remanescente (MR), 0,70 mm dia-1 da pastagem (Pa), 0,65 mm dia-1 das culturas anuais (CA) e 0,72 mm dia-1 da cultura perene (CP). O ano de 2003 registrou a menor média de evapotranspiração da bacia com 0,42 mm dia-1, enquanto o ano de 2015 apresentou a maior média anual do período estudado, com 1,03 mm dia-1. Destaca-se que a evapotranspiração das EI se correspondem ao consumo de 25% da população de Santa Fé do Sul, o que traz consequências na época seca quando o recurso hídrico é mais escasso, exigindo ações imediatas para a produção e armazenamento de água na bacia, que tem morfometria alongada, evidenciando menor risco de cheias em condições normais de pluviosidade anual, a declividade média de 5,4% caracteriza o relevo como suave-ondulado, com drenagem deficiente (1,054 km km-2). Com essas características morfométricas associadas à precipitação anual média de 1.271 mm e padrão de drenagem caracterizado como do tipo dendrítico, com baixo grau de ramificação (Ordem 3), a disponibilidade de água não deveria ser um problema, mas o é, pelo fato de que a bacia se encontra degradada com apenas 4,5% de mata remanescente, os serviços ecossistêmicos fornecidos pela vegetação natural são mínimos e insuficientes para atender a demanda de água por parte dos usuários. São necessárias a adoção de medidas de mitigação, incluindo intervenção e implementação de ações como por exemplo, o pagamento por serviços ambientais, sendo uma medida urgente a preservação ou recomposição da mata ciliar."



Como uma pequena amostra, deixamos algumas figuras que formam parte da Tese:









Qual o foco da agricultura irrigada, o que é necessário para realizar a prática de irrigação e quais são as culturas que mais utilizam esta prática agrícola no Brasil?

O foco da agricultura irrigada é de promover de forma mais eficaz e mais rápida a produção de alimentos. É de permitir o cultivo em áreas que não favorecem o crescimento e desenvolvimento adequado das diversas culturas. É de contribuir para o crescimento macroeconômico do país, participando da geração de emprego e de renda. É de inovar o conceito de produção, trazer facilidades para aqueles que estão por trás das porteiras, por traz de todo o processo de produção e de toda a parte comercial, o agricultor.


Quando se analisa de uma forma técnica, a função e o foco da aplicação das técnicas de irrigação em uma lavoura é de suprir a demanda de água da planta e do solo que foi perdida pela evapotranspiração. A evapotranspiração é um fenômeno em que ocorre a perda de água do solo pela evaporação e a perda de água da planta pela transpiração. Sabendo disso, pode-se prever então que não há uma única quantidade de água que supri a necessidade de todas as culturas, ou seja, antes de se instalar um sistema de irrigação deve-se analisar, quanto, quando e qual cultura será irrigada.

Desta forma, a pergunta que um futuro irrigante deve fazer é: o que é necessário para irrigar uma lavoura?

Ao contrário do óbvio, não basta apenas ter um bom equipamento de irrigação e uma área agricultável. É necessário prever como irá se proceder o manejo da irrigação. Para isso deve-se analisar o quanto de água a cultura está demandando, ou seja, qual a evapotranspiração da cultura. Deve-se levantar quais as épocas que serão necessárias à aplicação de lâminas de irrigação maiores, ou, quais épocas que não irão necessitar da irrigação, pois a chuva por si só já supriu o espaço que antes havia nesse reservatório que chamamos de solo.

Depois de se analisar qual a lâmina máxima de água que futuramente será demandada, deve-se pensar de aonde esta água sairá, ou seja, qual será a fonte que irá suprir a demanda da minha cultura. Tendo-se esta fonte, o raciocínio deverá se voltar para uma parte que exige um pouco mais de conhecimento em engenharia rural, pois se deverá optar por qual sistema e qual método de irrigação será mais adequado para aplicação na área e na cultura envolvida, quais serão as dimensões dos tubos, e qual será a potência da bomba necessária para a água vencer os relevos e as perdas de carga que sofrerá durante o transporte até a área de interesse.

Uma vez que o equipamento esteja instalado e todas estas variáveis citadas foram analisadas e consideradas no projeto deve-se buscar realizar o manejo da irrigação, que nada mais é do que monitorar a forma de trabalho do sistema, verificar dia-a-dia o quanto a cultura evapotranspirou e qual será a necessidade de irrigação. Verificar os dados da quantidade de chuva ocorrida na região para que ao final do dia a conta seja fechada. Muitas vezes o agricultor irrigante pode achar que realizar o manejo da irrigação é algo complicado, mas a realidade é que não é difícil, pois os dados são facilmente encontrados, uma vez que são disponibilizados por áreas de pesquisas, como é o caso da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira que tem o seu trabalho voltado para auxiliar o agricultor irrigante e para isso monitora a Rede de Estações do Noroeste Paulista e disponibiliza estes dados através do Canal Clima, assim o que antes era complicado torna-se simples e rotineiro para o agricultor. 

As práticas de irrigação são muito importantes para o Brasil. Segundo a FAO, atualmente a área irrigada no país é de aproximadamente 6 milhões de hectares e com potencial de expansão de 30 milhões de hectares. Muitas são as culturas que estão sendo impulsionadas pela prática de irrigação atualmente no Brasil, segundo o IBGE, as principais culturas que mais utilizam tais práticas são: cana-de-açúcar, arroz, soja, milho, feijão-comum (Phaseolus vulgaris), feijão- caupi (Vigna unguiculata), laranja, café, cebola, melancia, algodão e trigo.

Acompanhe a Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira e fique por dentro dos principais assuntos que envolve a agricultura irrigada e as atualizações do clima do Noroeste Paulista.


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